sábado, 25 de setembro de 2010

"Ahh muleke" não combina com karate



"Ahh muleke" definitivamente não combina com karate.

Participei da final do Ranking Metropolitano da FGK, evento no qual me classifiquei em terceiro lugar na categoria kata sênior serie A competindo pelo Sport Club Internacional.

Não vou entrar em detalhes com relação aos méritos da conquista, acredito que os resultados chegam quando nos dedicamos a conquistá-los, não se ganha nada se não houver o mínimo esforço. Se os resultados vieram é porque o trabalho pra conquistá-lo deve estar bom, ou deve melhorar daqui pra frente.

O motivo deste post é porque vi coisas lamentáveis sendo feitas por alguns karatekas que realmente me deixaram muitíssimo decepcionada e me fizeram ter uma visão muito pessimista com relação ao futuro do karate aqui no estado.

Tudo bem que um praticante de karate possa gostar e assistir alguns programas humorísticos, fazer algumas brincadeirinhas engraçadinhas, não tenho nada contra ao fato da criatura querer se descontrair um pouco, desde que isso não vire uma bagunça e não desvirtue a filosofia da arte-marcial que praticamos.

Estava eu lá no GNG a assistir a final de uma categoria de kata masculino (devia ser a cadete, não tenho certeza), quando o "sem noção" do competidor inventa de dançar o "Ahh muleque" logo após receber a vitória dos árbitros.

Digo que minha vontade foi de alevantar imediatamente da arquibancada e ir pra casa pra não prestigiar a palhaçada!

Funakoshi e Nakaiyama, se os dois estivessem no caixão (no Japão não tem caixão porque os mortos são cremados), estariam se contorcendo e dando rodopios assim como o Diabo da Tazmania de tanto desgosto se soubessem disso.

Imagina se a moda pega!!!!!!!!

Quer dançar o "Ahh muleque", vai praticar qualquer outra coisa que não seja karate!

E a surpresa não parou ai, depois assisti a um kumite que foi de lamentar o dia que resolvi praticar o karate. Primeiro o atleta com comportamento totalmente inadequado passa a mão na bunda do juiz e tenta passar a conversa nele. É claro que o juiz não gostou da intimidade e com certeza isso não passou despercebido pelos membros que organizam o evento, pois a primeira coisa que o juiz fez foi cochichar algo para um dos membros da diretoria a federação que logo após ficou observando o atleta que continuou com o comportamento inadequado.

Alem de continuar com a palhaçada dançou o "Ah muleque" no meio da luta, fez gestos e movimentos desnecessários numa total falta de respeito com seu adversário, com o koto, com os juízes, com quem estava assistindo, e principalmente, com a imagem de respeito que faz parte da filosofia do karate.

Será que devo lembrar uma das frases do Dojo-kun que acredito que a maioria dos senseis faz questão de fazer seus alunos saberem na ponta da língua?

Tá, para quem tem pouca memória ou é distraído eu relembro em japonês e português!

"HITOTSU - REIGI O OMONZURO KOTO"

"PRIMEIRO - RESPEITO ACIMA DE TUDO"

Quer fazer o "Ah muleque"?

Vai fazer na tua casa, entre os amigos se descontraindo, mas por tudo que é mais sagrado, NÃO FAZ no Dojo, NÃO FAZ no Koto, NÃO FAZ numa competição de karate!

Tenha o mínimo de vergonha na cara e respeite seus senseis, respeite o seus adversários, respeite a arte-marcial na qual se propôs a praticar e seguir.

Imagina alguém que não pratica karate chegando numa competição no intuito de conhecer a arte e se deparar com isto? O que vai pensar?

"- Puts, pensei que o karate fosse uma arte-marcial séria, com disciplina, mas vejo que é um samba-do-crioulo-doido em que todo mundo faz o que quer!"

E tem outra, tem gente gravando o mal exemplo e colocando no you-tube!!!!!

Caros karatekas, vocês tem que ter o mínimo de discernimento quando forem publicar uma coisa na internet, pois se vocês fazem parte de uma arte, ou federação, também representam a mesma. Saibam que por lei vocês podem responder e até mesmo serem punidos pelo conteúdo colocado na rede. A criatura que colocou o vídeo pode até achar bonitinho o que fez, mas o pessoal da federação pode não gostar. Não digo pessoal da federação, mas uma pessoa como eu que valorizo a disciplina pode olhar, se ofender, e denunciar e pedir tomem uma providencia.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Breve relato de minha história no karate



Em 1992 eu iniciei a pratica do karate no Grêmio Náutico Gaúcho de Porto Alegre. Quem dava aulas no clube era o sensei Celso Piasesk que desde aquela época era filiado a FGK (vinculada a CBK). Treinei no GNG até 1995 quando já tinha atingido o 2º kyu.

Em 95, por motivos que não vem ao caso aqui, me desvinculei do GNG, do Celso e da FGK.

Em 1997 comecei a treinar em Canoas com Sensei Jorge Matos na Poliesporte, fiquei com ele até 2005, neste tempo cheguei até ao grau de 1ºDan na CBKT.

Devido a problemas particulares, familiares, financeiros e também por causa de uma crise depressiva muito forte, parei com o karate por três anos.

Neste tempo minha decisão era de abandonar o karate devido a varias decepções que tive com relação à política, falcatruas, usurpação, fora outras baixarias que tomei conhecimento, que rolavam na federação na qual tinha acabado de deixar. Minha decepção era com o Karate em geral que pra mim deixou de ser uma pratica prazerosa para se tornar uma fonte de constante de aborrecimento e indignação.

Em 2008 eu reencontro um colega de segundo grau após 11 anos. Hoje somos companheiros inseparáveis. Por conhecidencia ele estava praticando karate a mais de um ano e a pedido de minha mãe ele me fez voltar a praticar O bom era que ele estava fazendo parte de um projeto social da FGK treinando com uma antiga colega minha do GNG.

Atualmente estou de volta ao Karate e filiada a FGK treinando com meu primeiro sensei. Infelizmente minha graduação e 1ºDan deverá ser refeita na FGK. Mas devido ao fato de ter ficado tanto tempo deprimida (a ponto de ter que me tratar) estou pouco me lixando com o fato de refazer exames, eu quero mais é treinar e pra mim a graduação é o que menos importa.

Blog da Sachiko - Karate



Existem certos habitos que praticamos no Dojo que nos perguntamos o porquê de realizarmos.

Por que cumprimentar o Dojo?
Por que tenho que me curvar para cumprimentar?
Como cumprimentar?
Por que tenho que me ajoelhar para cumprimentar?
O que significa os nomes dos katas?
Por que falamos tanto hitotsu no Dojo-kun?
O que tudo isto tem a haver com a cultura japonesa?

É a estas e tantas outras perguntas que vou responder neste blog.

Se você tinha estas perguntas pairando na sua cabeça de karateka questionador que quer sempre querer saber mais e mais e não tinha pra quem perguntar, agora você achou a resposta pra todos os seus anseios.

Pergunta e eu respondo!

Na medida do possivel!