sábado, 19 de janeiro de 2013

Respeito Acima de Tudo X Prepotência

Outro dia me deparei com a seguinte frase no Facebook:

"Respeito, quando existe, é mutuo, porque no momento que alguém acha que merece mais do que o outro, já não existe mais respeito."


O que achei curioso é que a frase chegou até mim sendo escrita por uma pessoa prepotente, mas...

Eu acho estranho isto, justo as pessoas que mais se dizem, são as que mais atacam, as que mais se acham isto ou aquilo, são as que mais faltam com respeito, e justo estas são as que tambem se acham no direito de se dizerem desrespeitadas. É um comportamento um tanto curioso do ser humano, não enxergar o próprio rabo.

Respeito a gente deve a todos, indistintamente. Porem quando alguem deixa de nos respeitar por este ou aquele motivo, ainda mais quando é um motivo besta, fica difícil retribuir o respeito. O respeito tem que ser de dentro pra fora, e não de fora pra dentro. Ninguem pode impor o respeito que não faz por merecer ou que não fez o minimo esforço para merecer. Ninguem pode exigir o respeito que não deu anteriormente. Temos uma lei que é infalível, a lei de retorno, tudo que fizemos nos retorna. A Lei da física que Newton descobriu tambem é uma lei universal para o relacionamento humano. Uma Lei vigente Independente das pessoas se relacionarem no Brasil, no Japão, na Internet, no Karate, enfim, é uma lei universal. Deixar de fazer tambem é uma ação, é não fazer nada.

Como diz a frase: "é mutuo".

Só temos aquilo que fazemos por merecer.

Convido vocês a pensarem: se hoje me sinto desrespeitado, será que não deixei de respeitar um dia?

É muito fácil apontar os erros dos outros, mas ser humilde o suficiente para enxergar os seus erros, é outra coisa. Portanto, quando apontar o dedo para os outros com acusações, se pergunte se não as pode fazer para si mesmo.

Devemos tomar um cuidado especial com relação ao nosso ego, ser prepotente com os outros em muitos casos é faltar com respeito, é não respeitar o fato de outras pessoas terem o seu espaço e seu conhecimento. Se julgar superior, se julgar conhecedor, se julgar dono da palavra, exigir que a sua verdade seja aceita sem questionamento de outros é impor a sua vontade, é ser prepotente. A pessoa pode até estar certa nesta ou naquela questão, realmente pode ser grande conhecedora deste ou daquele assunto, mas jamais pode chegar impondo isto aos outros sem considerar a sua condição. Existe uma coisa que devemos sempre ter, HUMILDADE. Ser arrogante, ser prepotente, ser soberbo, se elevar acima dos outros, é deixar ser humilde, é não respeitar a condição dos outros.

"Porque todo aquele que se elava será rebaixado, o que se rebaixa será elevado." 
(Lc  XIV, 11)

Portanto, antes de achar que o mundo gira em torno de sua faix..., quer dizer, de seu umbigo, pense que nós é que giramos em torno do sol, ou melhor, do universo.

Alias, já que anteriormente falamos em alguns aspectos da língua japonesas, falarei de um que tem tudo haver com o tema abordado.

Já repararam que os japoneses sempre quando se dirigem a alguem falam uma palavrinha no fim da frase? 

Fulano "SAN".
Beltrano "SAN".

A terminação "SAN" no final da frase quando você fala se dirigindo a pessoa é um tratamento de respeito, é mais do que chamar alguem de senhor ou senhora. Porem a pessoa que fala nunca pode se referir a si mesma com a terminação "SAN", pois ela não pode se elevar com relação a outra pessoa. Para isto existe outra terminação, "DES" ("DESU" no Kurei-shiki e Hebon-shiki).

Errado:

Anatawa furano SAN.
Eu sou fulano "SAN".

Correto:

Anata wa furano DESU.
Eu sou fulano.

Se o alguem se referir a si mesmo como "Fulano SAN" estará faltando com respeito a outra pessoa, principalmente com quem esta naquele momento conversando. Se tu falar com um japonês referindo a si mesmo com o "SAN" ele vai pensar: - Mas que sujeito mais arrogante, que mal educado, quanta prepotência!

A mesma situação encontramos nas palavras SENSEI, SENPAI e GOHAI.

Nunca devemos nos referir a nós mesmo como:

Eu sou senpai.
Eu sou sensei.
Eu sou teu senpai.
Eu, senpai fulano.

Se você merece ser chamado de sensei, de senpai, as pessoas se dirigirão até você assim, pois isto é um tratamento de respeito, de reconhecimento de outra pessoa pra com você. Você poderá se referir a outra pessoa como sensei, senpai, gohai, mas nunca se referir a si mesmo perante a outra pessoa desta forma.

Pode falar:

Fulano é meu senpai.
Funalo é meu sensei.
Sensei, pode me explicar este kata por favor.

Na Cultura japonesa você nunca deve SE ELEVAR ACIMA DOS OUTROS!

Pra mim que sou descendente de japoneses, que sempre quando me dirigi ao meu pai (chichi) foi de orelha bem baixa e sempre o tratando por Sr. e nunca por você, fica difícil aceitar alguem chegando até mim de forma prepotente. Eu que sempre fui educada a tratar os outros como o Sr., a Sra.. Fica difícil respeitar quem já chega até mim montando banca, fazendo pose de bonzão, me corrigindo e de forma prepotente dizendo que sabe tudo. Fica difícil aceitar arrogância por parte de alguns karatekas, ainda mais quando vejo que eles em graduação de faixa são tanto quanto eu. Um nenos graduado eu até entendo porque ignora certas coisas, o gohai é mais digno de orientação do que outra coisa! Mas um que tem a mesma graduação que a minha... Já era pra dar o exemplo, não é mesmo?

Quando vejo um karateka se mostrando para os outros, se dizendo isto ou aquilo, e ainda se gabando de conhecer TUDO da cultura japonesa, eu fico mesmo muito chateada, pois vejo somente pela postura desta pessoa que ela apesar de ter conhecimento não aprendeu o que é mais importante dentro do karate e da cultura japonesa, não aprendeu a ser HUMILDE! Pois tudo na cultura japonesa é ter recatamento, tudo na cultura japonesa é ter respeito pelo outro.

Outra coisa que aprendi com os japoneses: quem não faz por merecer nosso respeito, não merece ter consideração. E este tipo de tratamento eu pude ver nos japoneses com quem convivi. Os japoneses são extremamente frios e indiferentes com quem lhes faltou com respeito. Os japonês (salvo exeções, pois no budismo se prega a compaixão) dificilmente perdoa a pessoa que um dia agiu com prepotência, só perdoa quando esta vem implorar perdão, ou faz um sacrifício de si perante a pessoa ofendida. Quando o ofensor se humilha, ai sim merece perdão pelo reconhecimento de sua falha, porem voltar a confiar, isto é outra história. Humildade é o que falta para alguns, humildade para reconhecer seus erros, humildade para reconhecer suas limitações, humildade para reconhecer que não são donos da verdade (alias, ninguém é).

Tem um karateka ai que escreveu:

"- Mais respeito comigo, pois eu estudei pra isto."

Estudar para alguma coisa e "conhecer" (na verdade nunca podemos dizer que sabemos tudo) não te exime de ser respeitoso com os outros, tambem não te dá o direito de impor respeito sem ser merecedor ou fazer por merecer. Igual a faixa-preta, principalmente 1º Dan, não é sinônimo de sabedoria e nem titulo de nobreza! Faixa-preta não é coroa que se ponha na cabeça e se diga:

- Agora o karate sou eu, você tem que me respeitar!

Faixa-preta não é prepotência, é responsabilidade, principalmente ser responsável por aquilo que faz, diz e pensa. É responder pelo que se faz.

Se um dia karateka, você faltou com respeito a alguem, reconheça, faça tudo para reconquistar o respeito, se humilhe e peça perdão, engula seu orgulho, faça isto (faça um dogesa). Jamais se justifique se fazendo de vitima das circunstancias que você mesmo criou pra si sendo prepotente.  Não tenha a postura patética de ficar acusando os outros quando o principal responsável foi tu mesmo.

OSS

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Respostas - A volta dos comentários

Acho bacana estas mensagens no facebook.









Não preciso entrar em detalhes, isto resume o que tenho pensado sobre o karate e sobre alguns de seus praticantes.

Em breve espero estar liberando novamente os comentários do Blog, vamos ver o que vai rolar, uma experiencia, vamos ver se não me arrependo futuramente, mas mesmo assim vai ser moderado.

OSS!!


sábado, 29 de dezembro de 2012

20 anos de pratica no karate




Este ano que passou, 2012, completei vinte anos de pratica no karate. Isto foi no dia 6 de outubro de 2012

Em 1991 meu pai se associou num clube o Grêmio Náutico Gaúcho (GNG), erá apenas para a gente poder curtis uma piscina, fazer uma natação, etc. Uma vez fui fazer natação na piscina olímpica do GNG e de lá ficava vendo o pessoal do Judo e do Karate.

Em 1992, após ter dado uma virada na minha vida e ter finalmente entrado no 2º grau, fui procurar uma arte-marcial, pois desde que me conheço por gente gostava da coisa. Só não pratiquei antes porque minha mãe não queria, achava que eu era muito agressiva.

No dia 4 de outubro de 1992 fui até o GNG ver se podia fazer alguma arte marcial, primeiro fui no karate e lá já dei de cara com um homem alto, magro, um tipo meio polaco. Assisti toda a aula e depois ele me falou: se quiser vem no próximo horário que vai ter os alunos mais graduados, tu vai gostar. Depois fui ver a aula de Judo, tombo pra lá, tombo pra cá. Mas ai percebi que aquele tatame ia ser um problema sério, pois sempre fui alérgica desde pequena e tambem aquele agarra-agarra não me atraia. Voltei para a assistir a aula de karate, ví até o final e gostei dela, sai de lá com minha decisão tomada. No dia 6 de outubro de 1992 apareci na aula de karate já fui treinando com os outros alunos.

Este foi meu inicio no karate.

Durante o caminho do karate conheci muitas pessoas bacanas, gente que tenho muito consideração até hoje, os meus colegas de GNG, após conheci um pessoal que tambem esta no meu coração, os colegas da Poliesporte em Canoas (hoje associação ISS-Hoqai). Passei pela experiencia de fazer parte de duas federações diferentes. Ví outras federações acabarem e outras tantas se criarem. Testemunhei muitas decepções, principalmente com relação as federações e com alguns faixas-pretas que se dizem senseis. Conheci pessoalmente senseis como Yoshiso Machida, Sassaki, Yasutaka Tanaka, Kazuo Nagamine. Mas posso dizer que os que mais me trouxeram conhecimento foram os senseis que não tinham olhos puxados.

Neste tempo fiz dois exames de faixa-preta, um com Yasutaka Tanaka 8ºDan em 2002 na CBKT, e outro este ano com o Celso Piasesk (5ºDan) e com o Marcos Cruz (5ºDan) pela CBK em 2012.

No somatório de tantas experiencias posso dizer que aprendi muita coisa, mas as mais importantes vou tentar compilar agora.

  1. Lidar com a inconstância da vida e da pratica: o meu caminho teve altos e baixos, acho que o mais difícil no karate é lidar com as inconstância da vida. No nosso país pode-se esperar tudo do karate, são brigas, mudanças de federações, etc;
  2. O orgulho e o ego atrasam o progresso: deixei de progredir por causa de muita coisa que não quis relevar. Tamberm noto que toda vez que o orgulho toma conta nada vai pra frente.
  3. Nunca se pode dizer que se sabe tudo: por muitas vezes tive que esquecer o que aprendi para reaprender, sem falar que até hoje me surpreendo com novas regras, etc;
  4. Sempre se deve aprender a perdoar: por causa do orgulho e do ego briguei com muita gente, e como falei antes, deixei de progredir, porem tambem fui muito perdoada;
  5. O desconfiometro deve estar ligado: infelizmente já vi muitos karatekas mercenários no karate, os que mais se mostram, falam e se dizem os tais, são os que mais a gente deve desconfiar;
  6. Moldar o carater não se aprende em livros: o melhor meio de se aprender a filosofia do karate é a pratica, o dia a dia, os livros podem até ter conteúdo, mas nenhuma lição vale a pena se não colocar-nos em pratica e se não passar-mos pela sabatina (prova);
  7. O mais difícil no karate são os karatekas: no karate vi muito picuinha se criar, o mais difícil é lidar com as pessoas no karate, existe muita gente que deveria tratar a cabeça e resolver seus recalques pessoais antes de se querer dizer alguma coisa no karate, tem muita karateka que é só fachada, acho que ainda terei que perdoar muito no karate;
  8. Uma vez no karate, sempre no karate: tu nunca consegue se livrar do karate uma vez que ele se torna parte da sua vida;
  9. O comodismo te faz não só parar, como tambem regredir: todas as vezes que parei com o karate foi como se voltasse três faixas (kyus) anteriores;
  10. Faixa e graduação não fazem o karateka: não preciso entrar em detalhes, a frase já diz por sí;
  11. Treino constante faz um bom karateka: a frase já diz por si, karateka para ser bom tem que suar o karate-gi.

Bom acho que era isto.

Que venham mais 20 anos!!!!

OSS!!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Oss, ossu, osu?

 


Em uma postagem anterior sobre etiqueta no Dojo, tive a iniciativa de escrever a seguinte palavra: “OSSU” *. Se soubesse que um simples “S” ia me gerar tanta incomodação...

Faz cerca de um ano que um desocupado veio aqui no meu blog e fez um comentário infeliz.

Depois teve um outro desocupado, que se diz conhecedor da língua japonesa, que veio aqui e começou a incomodar com cada um dos termos em japonês que escrevi. A criatura não deve ter o que fazer, pois se dar o trabalho de ficar perdendo tempo com isto e não treinar, é coisa de quem não tem o que fazer.

Como falei anteriormente tive que excluir certas pessoas e bloqueá-las.

Eles literalmente conseguiram me irritar, pois já faz um ano que me enchem o saco por causa deste maldito "S"!!!!!!!

Bom, afinal de contas, o que esta certo, ossu, oss, ou osu?

O correto é escrever a língua japonesa como ela é escrita no Japão, ou seja:

押忍

ou

.

Porem nem todo mundo é japonês, não é mesmo? Portanto nem todo mundo é obrigado a entender algo que nunca viu na vida.

Por isto quando os japoneses ensinam a um estrangeiro os sons de seus caracteres é mesmo, ou até pior, do que ensinar para um analfabeto. Isto quer dizer que alem de ter que ensinar as palavras e o vocabulário, tambem vai ter que ensinar as letras. E no caso da língua japonesa é pior ainda porque o estrangeiro esta acostumado a sonoridades e gramática diferentes. Por exemplo, uma criança japonesa de três anos já sabe muitas palavras do vocabulário japonês não vai ter dificuldade de futuramente aprender a gramática, um estrangeiro alem de não saber o vocabulário vai ter que aprender toda a gramatica, o hiragana, katakana e suas sonoridades e kanjis (que são mais de 4.000).

Uma forma de ensinar as fonéticas de seus dois “alfabetos” hiragana e katakana para estrangeiros é assim**:


Alfabeto hiragana, para palavras japonesas;


E assim:


Alfabeto katakana, para palavras estrangeiras e onomatopeias.


Sendo que por exemplo do sa, shi, su, se, so *** se pronuncia ssa, shi, ssu, ssê, ssô e assim por diante.

Portando no os sons (no caso deste sistema de romanização o hebon-shiki) se transcreveriam assim: “osu”, sendo que este nós pronunciaríamos “oss”, pois o som de “u” não se pronuncia na língua japonesa no caso do “osu” e aquando se pronuncia é bem baixinho.

Mas venhamos e convenhamos, nem todos os praticantes de karate vão ter tempo ou disponibilidade de aprender a língua japonesa e mesmo que aprendam, só vão usar a onde todo o carateca usa, nada a mais do que já se sabe, porem entendendo um pouco melhor.
Enfim, estudar a língua japonesa só é interessante para quem pretende ir para o
Japão, ou para pessoas que como eu tem algum vinculo com a cultura japonesa.

Exatamente por este motivo, pelo fato de poucos terem realmente contato com a cultura japonesa **** e língua japonesa, é que se deve simplificar a vida das pessoas! Se você apresenta a palavra “osu” para um leigo, o que ele vai entender?

“””OZU”””

Jamais vai passar pela cabeça dele ler “osu” e pronunciar “oss”!!!

Escrever “OSS” nada mais é do que aportuguesar (ocidentalizar) uma palavra estrangeira para facilitar a nossa pronuncia, não há nada de errado nisso. Num país que aportuguesou o Foot Ball (futebol), shampoo (champô), shoot (chutar), beef (bife), Tōkyō (Tóquio), Kyōtō (Quioto), porque não aportuguesar mais uma?
Até agora não havia problema nenhum de escrever “OSS”, até vir um desocupado, que pouco sabe da língua japonesa e até mesmo do próprio português encher a paciência de todo mundo com o “OSU”. E assim ele assassina as duas línguas, a japonesa (pois o correto em japonês é escrever 押忍 ou おす) e a portuguesa (que o mais logico é escrever assim, “OSS” ou até assim "OSSU").


Saibam que o exame de proficiência da fundação Japão é feito em hiragana, katakana e kanji!!! Pois lá no Japão, tu não vai ver placas de transito, nem jornais, nem letreiros de lojas e nem mapas escritos com letras romanas, somente em alguma agencia ou posto de turismo, e só! Talvez alguma placa de multinacional em letras romanas, não mais do que isto. Muito menos verá o hiragana e katakana em letras romanas. Portanto o Japão só considera entendedor da língua japonesa aquele que alem de saber o vocabulário sabe a gramática e domina o hiragana, o katakana e o kanji. No Japão pouca gente vai se dar o trabalho de passar as palavras do japonês para letras romanas, mesmo porque eles nem saberiam fazer isto direito e nem tem esta necessidade.

Somente em livros como o Shin Nihongo no Kiso em romaji (letras romanas) é que se vai ver palavras japonesas escritas em letras romanas. Mas é por um motivo especial, para ensinar estrangeiro que querem aprender a ligua japonesa e não podem se prenderem no aprendizado do hiragana, katakana e kanji, pois para aprender estes é bem complicado. Estes livros de língua japonesa em letras romanas seriam por exemplo para pessoas que vão ao Japão a negócios, etc...
Alguns dicionário tambem vão ter palavras japonesas romanizadas
O sistema hebon-shiki (hepburn), apesar de ser adotados como padrão pela Fundação Japão, é apenas uma ferramenta para o entendimento da língua japonesa para os que não falam o japonês, NÃO É A LÍNGUA JAPONESA. Quem aprende hiragana e katakana não precisa do hepburn.

Outra, raríssimas vezes um japonês vai transcrever uma palavra estrangeira com letras romanas pois eles tem um alfabeto especial somente para palavras estrangeiras, o KATAKANA.

Portanto criatura que escreve “osu”, se tu chegar escrevendo o maldito “osu” para o japonês ele simplesmente vai falar:

- Kore wa nan desuka? (これは なん ですか。- O que é isto?)

Pois ele esta acostumado com isto: ;


ou isto: 押忍;

Pouquíssimo vai entender isto: OSU.

E por incrível que pareça o japonês ainda é capaz de aceitar mais isto: OSS;
do que isto: OSU.

Uma prova disto é a revista japonesa especializada em karate JKfan (da Japan Karate Federation) que por varias vezes lançaram produtos, camisetas e botons com o dito cujo do “OSS” estampado.


 Camiseta vendida no Japão, em site japonês*****

 Botons vendidos pela JKF (Japan Karate Federation) na ocasião do 

All Japan Karate Championships para meninos e meninas 12 º em 25 à 26 de agosto de 2012.******


Sabe o por quê desocupados do "osu"? Porque o japonês sabe que o estrangeiro não é obrigado a entender uma gramática que só é aceita no Japão. É mais fácil o japonês facilitar o entendimento da sua língua aos estrangeiros do que o estrangeiro se adaptar a língua japonesa. Porem se o estrangeiro tiver que se adaptar, que o faça direito, pois o exame de proficiência da Fundação Japão (Noryoko Shiken) é horroroso de fazer, vestibular se torna trabalhindo de jardim de infância. Acho que este bando de manés do "osu" nunca fizeram um Exame de Proficiência da Fundação Japão. Outra, a grafia do "OSS" já é uma forma de escrita instituída nos países que não falam a língua Japonesa, os estrangeiros estão acostumados com o "OSS".

O que é correto então?

OSU: para quem quer saber o som dos kanjis pelo hebon-shiki. Ou para quem quer encher o saco dos outros com babaquices e assassinar a língua japonesa e portuguesa**;

OSS: para quem esta pouco se lixando pra esta babaquice toda, mesmo porque até os japoneses estão se lixando;

押忍 ou おす: para quem quer escrever corretamente em japonês.


Espero ter sido bem clara.

Porem é difícil ser clara com gente ignorante, orgulhosa e com ego inflado.




* Quem escreveu o "OSS" assim (OSSU) foi um senpai meu, o Vinícius, que hoje esta na JKA no JAPÃO. Viu, não é  a Zona Sul de Porto Alegre, é JKA no JAPÃO! E ele me escreveu a seguinte mensagem nesta semana:

""Adriana,

Ainda tem gente com picuinha por causa da questao do OSS ou OSSU?
Manda este pessoal treinar mais e parar de perder tempo com bobagem. Se quiserem ser tradicionalistas entao aprendam a escrever 押忍 que e tradicional e a grafia certa desta saudacao.
Para os mais curiosos o mais perto da grafia Romana que pode-se chegar seria OSSU. O, pequena pausa e depois SU, em caracteres Romanos o padrao e colocar dois SS para referir a esta pausa. O que acontece e que existem Japoneses que proferem um U bem baixinho e o pessoal que nunca teve aula de Japones da vida escuta OSS sem o u no final.Aos marinheiros de primeira viagem, tirando o som UN, em Japones nao existe consoantes soltas.Aprendem desde crianca apenas silabas.
Porem volto a minha afirmacao inicial. Treinem mais, parem de perder tempo com bobagem.
Saudacoes Karatecas a todos (direto do JKA Honbu)""

Sabe, é muito chato eu estar incomodando um senpai meu por causa de uma bobagem desta, total falta de respeito. Falta de respeito principalmente de um membro do karate aqui em Porto Alegre, um de um outro estilo que não é o shotokan. Outra, o meu senpai disse que vai continuar escrevendo "OSSU", tá pouco se lixando.

** Existem diferentes tipos de sistemas de romanização da língua japonesa e elas diferem bastante uma da outra, portanto uma palavra japonesa pode ser romanizada em mais de uma forma. Os sistemas mais conhecidos são, Hebon-shiki (o mais usado), Kunrei-shiki (usado no sistema educacional japonês), Nihon-shiki (adotado na era Meiji) e JSL, todas elas possuem falhas. Alem disso as palavras japonesas podem ter romanização fora de padrão, a romanização do japonês para o português NÃO TEM NENHUM PADRÃO ESPECIFICO, elas são aportuguesadas, tanto que usamos escrever a palavra "Tóquio" em vez de "Tōkyō", "Quioto" em vez de "Kyōtō. Na era Meiji houve um movimento para romanizar escrita japonesa, porem não vingou devido a complexidade e as nuances da língua japonesa. Não tem jeito, só se escreve japonês correto com hiragana, katakana e kanji.

*** O alfabeto japonês é silábico sim senhor, porem as crianças japonesas não aprendem o Romaji (letras romanas), elas aprendem somente som silábico nos alfabetos hiragana e katakana, o romaji se aprende depois no 4º ano. No dia-a-dia nenhum japonês vai escrever hiragana assim: sa, shi, su, se, so ; Elas vão escrever assim: さ、し、
Uma criança japonesa jamais escreverá o “osu” em romaji, ela escreverá no mínimo assim: . Entenda isto desocupado "osu": o romaji é somente para facilitar que um estrangeiro entenda o som silábico dos hiraganas e katakanas.
 

**** Conhecer a cultura japonesa não é apenas ir no sushi-bar e comer hotfiladelfia ou fingir que gosta de sashimi, não é treinar karate, não é usar hakama e usar havaiana de pau, não é ir no massoterapeuta e tomar banho de ofurô com pétalas de rosa, não é ficar brincando de espadinha imitando samurai, é conviver mesmo com os japoneses e com os descendentes de japoneses. Ajuda fazer curso de japonês em local certo, não com os amiguinhos de facebook, mas sim em cursos de Japonês. Alias, em Março abrem as inscrições para o curso de extensão em língua japonesa na UFRGS, porem tem gente tão chata que acho não iriam aguentar criatura muito tempo por lá, aliás acho que a criatura abandonaria o curso na metade.

***** o site é este: http://www.champ-shop.com/

****** Estas duas fotos foram postadas no perfil de facebook da JKFan.


PS.: andei recebendo no meu facebook uma coisa que foi compartilhada (a pessoa que compartilhou não tem culpa), feita por gente que não tem o que fazer. Pensei que tinha bloqueado tal pessoa, mas esqueci que a criatura tem mais de um perfil.

E ainda escreve depois: "Campanha URGENTE... Não assassinem a Língua japonesa!!!"

Ai vem outro puxa saco que respondeu uma pergunta de um outro sensei a respeito da JKF escrever "OSS":

"Fulano... a JKF é uma "autoridade marcial", NÃO é uma "autoridade linguística"! (^_^) Eles também metem o pé na argola em se tratando da transcrição fonética do seu próprio idioma! (^_^) Daí os erros já virem "de cima"...
Particularmente acho que a JKF deveria ter compromisso com a exatidão tanto técnica como teórica... mas esta é apenas a minha opinião pessoal!"

Então quem vive no Japão, quem fala japonês desde que se conhece por gente, quem fala japonês o dia inteiro, NÃO É AUTORIDADE LINGUÍSTICA?!!!!!!
Ele de certo deve ser!!!!!


É piada isto? Eu tenho que rir. Rsrsrsrsrs.

O cara se acha autoridade linguística por causa de um programinha de computador que passa as letras do teclado para hiragana, katakana e kanji!!! Se um dia tu vier pra mim com o certificado da prova de Proficiência da Fundação Japão (pode ser a prova de nivel 5 que é a mais fácil), ai eu vou começar a te dar crédito.

  
A JKF pode não ser a Japan Fundation, mas entende mais de japonês do que esta praga, com certeza entende!!!!

Bom diante disto, não tenho o que questionar, são um bando de cegos guiando cegos, mas fazer o que? 


Vou deixar um video pra vocês do "osu".
Façam bom proveito dele: 









OSS!!! 
  


domingo, 26 de agosto de 2012

Nota sobre a Imigração Japonesa no RS e sua cultura.




A imigração japonesa no Brasil tem 104 anos (1908 - 2012), no Rio Grande do Sul tem 56 anos (1956 – 2012). Muitos dos primeiros imigrantes japoneses de São Paulo já morreram, a colonia de paulista é de filhos, netos e bisnetos de japoneses, passaram por grandes sacrifícios para se adaptarem a cultura brasileira e criaram uma cultura própria. Aqui no Rio Grande do Sul a colonia é formada por japoneses, filhos japoneses e agora estamos na terceira geração de netos(sansei), tambem aqui temos alguns descendentes vindos das colonias do Paraná e São Paulo, nos últimos anos um grupo de jovens do Japão que vieram para intercambio nas universidades do RS e alguns empresário a negócio (ex. Funcionários da Toyota em Guaíba).


Um dos navios que trouxeram os imigrantes japoneses ao RS*** , 
este é o navio Brasil Maru (ブラジル丸 - Burajiru Maru).


Diferente da imigração ocorrida em São Paulo no inicio do sec. XX, em que os japoneses foram largados nas lavouras de café a mercê dos grandes barões do café e sem a mínima estrutura, na imigração japonesas no sul do Brasil o próprio governo japonês procurou dar apoio para que os japoneses podessem se estabelecer no estado, inclusive ajudando no financiamento das terras que ocupariam (o que não quer dizer que não passaram tambem por algumas dificuldades*). Outro aspecto importante é que os japoneses que vieram para o RS, diferente de SP**, vieram com a intenção de ficar, de estabelecer raízes, pois a situação do Japão no pós guerra era muito complicada, situação esta que perdurou até a década de 70 após o chamado "milagre japonês" na industria. Muitos dos japoneses que emigraram para o estado tinham formação técnica, isto era um pré-requisito. As colonias japonesas do Rio Grande do Sul, a principio, se concentravam nos seguintes núcleos, colonia de Itati (Terras de Areia), Ivoti, Itapuã (sul de Viamão) e em Porto Alegre (bairros Belem Velho****, Vila Nova e Lami).


 A Colonia japonesa aqui no RS tambem passou por um processo de adaptação cultural que é diferente da de São Paulo, pois aqui a colonia é mais recente e os japoneses que vieram para cá são os do Japão da década de 50 e 60 (sec. XX), é do pós guerra, diferente dos imigrantes de SP em que os primeiros vieram no inicio do seculo XX, antes da segunda guerra. Alguns destes japoneses que vieram pra cá traziam na alma as cicatrizes da guerra, mais um motivo para criarem raízes aqui. Em cada leva de imigrantes vindas em épocas diferentes, este japoneses trouxeram a cultura que era vigente no Japão na época que vieram. Enquanto isto no Japão a cultura se modernizava, tanto que hoje a cultura japonesa dos nipo-brasileiros é diferente da dos japoneses que atualmente vivem no Japão.

Surgiram associações nipo-brasileiras no estado (ANIBRA, após NIKKEI-RS) a onde os membros da colonia se encontravam para a realização de eventos e atividades culturais, entre elas, undokais, festas juninas, concursos de karaoke, e concurso do Miss Nikkei-RS, ensino da linha japonesa, etc. Infelizmente a colonia japonesa no Rio Grande do Sul deu uma diluída na década de 90 por causa do movimento dekasegui. Porem agora vejo um resurgimento das atividades de japoneses aqui no estado, com muito incentivo de não descendentes que admiram a cultura e querem ter contato com ela. Um exemplo é o evento que ocorreu de 18 à 19 de agosto (2012) o Nihon Matsuri organizado pela Associação Cultura Japonesa de Porto Alegre. *****

Contribuição para o RS:

A contribuição mais significativa esta na área agrícola, na implantação de novas técnicas de cultivo, novas tecnologias, a introdução de novas culturas *****. Também introduziram o hábito do consumo cotidiano de hortifrutigranjeiros aos gaúchos. Sim aquela saladinha de tomate com alface no tal do salchipão, não seria hábito dos gaúchos se os japoneses não plantassem o tomate e não abrissem suas quitandas. Algumas contribuições no comercio (lavanderias, quitandas, floriculturas, etc), na industria (Kurashiki em Sapucaia do Sul e atualmente a Toiyota em Guaíba), etc.

Encontrei na internet este documentário sobre a imigração japonesa no Brasil. Achei muito interessante e me identifiquei muito com ele. Para quem quer conhecer um pouco mais desta epopeia, recomendo. São seis vídeos, este é o link para o primeiro.





Neste outro link você pode ver os 6 vídeos diretos:

O Brasil do Sol Nascente - 02
O Brasil do Sol Nascente - 04

O Brasil do Sol Nascente - 05

O Brasil do Sol Nascente - 06


Ficha técnica do Vídeo.:

  • O Brasil do Sol Nascente: A História da Imigração Japonesa para o Brasil 

    2003, Documentário, 52 minutos, Beta digital
    Direção: Ricardo Aidar e Marcelo Bresser Pereira
    Produção Executiva: Ricardo Aidar
    Realização: Canal Azul
    Um retrato sobre a história da Imigração Japonesa para o Brasil. O documentário é construído a partir de entrevistas com imigrantes japoneses e seus descendentes e ilustrado com imagens históricas. As narrativas pessoais são entrecortadas por depoimentos de especialistas, que analisam e contextualizam estes casos dentro da história. Também são abordadas as transformações na vida dos nipo-brasileiros neste período e a interação entre as culturas brasileira e japonesa.

* Os japonese aqui no RS tiveram sim algumas dificuldade, a primeira foi cultural, esta é inevitável. Outra foram os empregos a que alguns japoneses se submeteram em algumas granjas aqui no estado, por exemplo, meu pai no inicio não ganhava muito e trabalhava muito. Outra, alguns terrenos ocupados por japoneses aqui no estado não eram bons, eram o resto do resto daquilo que nem os alemães e italianos quiseram. Se não fosse a qualidade da formação técnica que alguns japoneses trouxeram, certamente não treriam prosperado.

** Os imigrantes japoneses que no inicio do sec. XX se estabeleceram em São Paulo, não tinham a intenção de ficar no Brasil. Há princípio eles tinha a intenção somente de vir trabalhar um tempo no Brasil, fazer um pé de meia, e voltar para o Japão. Mas após o Japão perder a segunda guerra e pelo fato de com o tempo se adaptarem ao novo país o sonho de voltar ficou cada vez mais distante.

*** - Em 18 de agosto de 1956, o Rio Grande do Sul recebeu os primeiros 23 imigrantes japoneses que chegaram ao porto de Rio Grande a bordo do navio Brasil Maru. Vieram para trabalhar principalmente na agricultura.
- Chegam no dia 15 de março de 1957 imigrantes japoneses com destino ao Rio Grande do Sul. As 33 famílias (198 pessoas) desembarcam do navio Africa-maru, se assentam na Colônia São Pedro — próxima da fronteira com a Argentina — e passam a produzir arroz.

**** Em Belem Velho temos estradas batizadas com nomes de famílias japonesas, ex: Estr. Kanasawa, Rua Watanabe,). Tambem existe um lugar no bairro Protásio Alves apelidado de Chacara do Japonês a onde residia uma família de japoneses.

***** De 21 à 22 de abril (2012) ocorreu o Hanamatsuri organizados pelos grupos budistas atuantes em Porto Alegre (Zen Budismo e Budismo Tibetano), este evento tambem foi ótimo pois a comunidade japonesa pode se reunir e interagir.

***** Muitas novas culturas foram trazidas pelo colonos japoneses, novas qualidades de hortaliças (nabo, couve chinesa, etc), novas qualidades de frutas (kiwi, morangos, ameixas, caqui, etc). Por exemplo, a tal maçã fuji e certas qualidades de uva de mesa, foram trazidas para o RS pelos japoneses. A cultura do Kiwi por exemplo, foi tão bem vindo que até mesmo as colonias Italianas e Alemãs aderiram a ela. Posso dizer que fui uma das primeiras a ver e provar um Kiwi aqui no estado, lembro de ver a fruta pela primeira vez nas mãos de uma amigo de meu pai agricultor de Ivoti, na época eles ainda estavam introduzindo a cultura aqui no estado, experimentando pra ver se era viável.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Separando as ovelhas dos bodes.

Desculpas pessoal, mas tive que limitar os comentários no meu Blog, tive que excluir algumas pessoas.

É muito decepcionante ver que exatamente pessoas que se dizem exemplos, modelos, etc, se acham no direito de tomar atitudes tão infantis ao meu ver. Não vou citar nomes, não gosto de ter esta postura imatura de dar nomes aos bois, tanto que nunca fiz isto aqui no meu blog. Dou exemplos de fatos que vivi, mas não dou os nomes pois já me incomodei demais com isto.

A coisa aqui foi longe demais, se não bastassem os comentários aqui no Blog, tambem tive que me incomodar com alguns no meu facebook que se intrometeram em conversa com colegas meus com o único e exclusivo objetivo de me mandar indiretas. Não vou permitir é que entrem na minha intimidade, que entrem em conversas com meus amigos, pois isto é falta de respeito. Excluo, bloqueio, corto relações e dependendo da falta, xingo mesmo. Pagina de relacionamento é para se descontrair com amigos e conhecidos que lhe são afins, e não para se aborrecer com ataques de vermes de alguns ou frivolidades.

Aceito criticas e aceito correções, mas desde que isto não seja de forma destrutiva.  Gosto que façam criticas, gosto que corrijam, mas não gosto que isto se torne uma epopéia, uma cruzada de opiniões de egos inflados. Esta é uma postura patética, se querem o fazer que mande um E-mail, que tenham uma postura menos ridícula e mais profissional (coisa que uns ai se dizem ser). E se mesmo assim não concordam com algumas de minhas colocações aqui no Blog, que simplesmente não leiam ele. Façam isto que é pra não precisar ter que gentilmente mandar a criatura se retirar.

Nunca, eu disse NUNCA, entrei no blog, ou no perfil de Google ou Orkut, no perfil de facebook,  ou na conversa dos outros para ficar criticando de forma pública, direta, depreciativa, nominal, insistente, o que escrevem, fazem, ou acreditam. Simplesmente respeito que outros tenham sua opinião, mesmo que eu as deteste. Se o faço aqui no blog é sem expor a imagem, nunca digo nomes de pessoas ou instituições.

Se é para reescrever, e digamos, meter-o-pau, em tudo que escrevo, se é para não ter direito de ter nenhum deslize, se é para a criatura achar que só ela tem o direito de saber e de se julgar dono da verdade, então eu sinceramente não sei o que esta pessoa esta fazendo aqui. Acredito que isto já não é mais para prestigiar meu blog, mas sim alguma forma de mostrar o seu despeito, já se tornou algo pessoal. Então que se concentre no seus blogs e foruns, que se concentre nas suas aulas, que ensine o que acha que deve ensinar.

Assim como muitos sou uma eterna aprendis no karate e estou aprendendo com meus erros e acertos.

O que acho mais irônico nisto tudo é que as criticas vem justamente de pessoas que se dizem as tais, são pessoas com este tipo de posturas que eu literalmente faço questão de combater, alias, são os exemplos que digo para não seguir. Pois acho muito hipócrita a postura de certos karatekas (sim karatekas, pois é assim que nos tratamos) que fazem um grande esforço para se dizerem seguidores do Budo, do Bushido, ou seja lá outro "Do", e na prática, no dia-a-dia, no intimo estão muito longe de serem o exemplo. Digo que já ouvi muita história cabeluda ao respeito de uns e outros por ai que fazem blog, que ficam azucrinando por causa de um termo ser correto ou não, de alguns que saem vendendo a imagem de japonês honorário sendo que nunca teve realmente contato de fato com a cultura. Já escutei histórias de pessoas que simplesmente foram feitas de idiotas por esta gente. Sem falar naquilo que comentei num post anterior sobre os CAÔS do karate, estes estão cheios de caôs, mas não vou entrar em detalhes.

Decepcionante pra mim.

Muito decepcionante.

Eu combato todo este tipo de postura, a dos vislumbradinhos por cultura japonesa, a dos arrotadores de filosofia, a das enciclopédias ambulantes de cultura japonesa, a dos samurais de butique, a dos vendedores de karate totalmente "japones" (o que não existe), a dos japoneses honorários, a dos karatekas de egos inflados, a dos karatekas "de karate-gi branco mas de mente podre"(peposo e bonitinho por fora e da boca para fora, mas de vida e atos deploráveis), a dos karatekas estrelinhas, etc...

Eu não escrevo para esta gente, escrevo para quem esta de saco cheio desta gente. Estes já tem seu clubinho para babar ovo e para ficar se achando a bolachinha mais recheada do pacote.

Estou muito longe de me sentir a tal com meu blog, pois eu sei que mordo o calcanhar de muita gente aqui. Pois não estou pra agradar a ninguém, o que eu acho errado, eu falo na lata, sem rodeoios. Eu quero é criar polemica mesmo. Ainda mais se é para mecher com certos egos inflados.


sábado, 28 de abril de 2012

"Yuko" (有效), que bicho é este?

Explicação dos termos Yuko, Wazaari e Ippon.

Pois é pessoal, pela ilhesima vez ouve alterações nas regras de arbitragem da WKF, agora tivemos alterações na nomenclatura das pontuações.


Até o ano passado (2011) a WKF usava a seguinte nomenclatura:

Ippon (一): valia 1 ponto;
Nihon (): valia 2 pontos;
Sanbon (
): valia 3 pontos.
 
Nihon e Sanbon NÃO SERÁ MAIS USADO na WKF e filiadas!!!
Agora a nomenclatura da pontuação na WKF é:

Yuko: vale 1 ponto;
Wazaari: vale 2 pontos;
Ippon: vale 3 pontos.


Explicação dos ternos e kanjis:

Yuko (有效): eficiente.

有 - yu, u (ユウ,ウ) aru (ある) – verbo haver;
效 - ko (コ) - eficaz, eficiente.

Waza-ari (技あり ou 技有?): com destreza.

技 - waza (わざ): destreza, arte, feito.

Ippon (一本): único.

一 - ichi, i, hitotsu (イチ, イッ, ひトつ) - um, uma (1);
 
- hon. bon. pon (ホン, ボン, ポン) - usado para contagem.
Obs.: 本 "hon" tambem significa "livro".


Tradução grosseira:

Yuko: é eficiente;
Waza-ari: é com destreza;
Ippon: um.





ATENÇÃO!!!
MUDOU SÓ A NOMENCLATURA, O VALOR DA PONTUAÇÃO AINDA É O MESMO!!!


Atenção especial a gesticulação, pois agora o Ippon é marcado levantando a mão para cima e não para baixo, o que aponta a mão para baixo é o "YUKO"!

Soava-me estranho falar "Sanbon" para a maior pontuação do karate. A tradição das lutas japonesas sempre teve o Ippon como o golpe mais iportante da luta. Na nomenclatura anterior o Ippon foi rebaixado ao golpe mais simple. O Ippon é uma palavra que já estava enraigada na cabeça das pessoas como o golpe perfeito.
 

 
Mais de um de meus colegas veio até mim me perguntando o que significava o termo "Yuko". Este novo termo é novidade para quem sempre praticou karate em academias vinculadas à WKF (ou antiga WUKO), este é mais familiar para quem já praticou Judô. A gurizada que iniciou no karate nos últimos dez anos vai estranhar muito a diferença, porem o pessoal que já esta a mais de quinze anos no karate vai ter que somente relembrar, pois o "wazaari" é um velho conhecido.

Prometi ao primeiro de meus senpais que me veio perguntar o significado de "Yuko" que não o deixaria sem resposta. Fucei meus livros, nos meus dicionários de japones, nos meus dicionários de Kanjis e digo que não foi muito fácil, pois só pra variar um pouquinho os kanjis usados nos termos do karate são raros de se usar no dia-a-dia.


OSS. *


Obs.: a explicação dos termos é sómente gramatical, não respondo pelos detalhes da parte tecnica de qual o golpe é digno de ser classificado como Ippon, Wazaari ou Yuko. Para isto tem o regulamento que esta disponivel no site da CBK. 

* sim, sem o "u" e com os dois "SS", só para implicar com alguns.